Desigualdade de renda atingiu os maiores índices desde 2012 no Brasil

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A desigualdade de renda atingiu em 2018 um nível recorde no Brasil, onde o 1 % mais rico, ganhou 34 vezes mais por mês do que a metade da população mais pobre do país, segundo cálculos do Governo divulgados nesta quarta-feira. A tendência que já se via há alguns anos há de ser comprovada novamente para quem for fazer a declaração do imposto de renda, com data marcada para o fim do ano. No site impostoderenda2019.blog.br pode-se aferir o calendário completo.

Os dados mostram que a concentração de renda voltou a crescer na maior economia da américa do Sul, depois de ficar praticamente estável nos dois anos anteriores, informou o estatal Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O 1 % mais rico obteve uma renda mensal média de 27.744 reais (cerca de 6.700 dólares), enquanto que 50% dos menos favorecidos ganhou apenas 820 reais (cerca de 200 dólares). Essa diferença é a maior registrada desde o início da série histórica, que começou em 2012.

Desta forma, 10% da população brasileira (cerca de 20 milhões de pessoas) concentram o 43,1 % da massa total de rendimentos do país. Na outra ponta, os 10% mais pobre representou apenas 0,8 %, segundo o IBGE destacou.

Além disso, esse 1 % mais rico viu crescer os seus rendimentos 8,4%, em 2018, com relação ao ano anterior, enquanto que os 5 % mais pobres caiu 3,2 %, até os 153 reais (cerca de 37 dólares) em média por mês.

Em suma, os mais pobres ficaram mais pobres e os mais ricos enriqueceram ainda mais, segundo explicou Maria Lúcia Vieira, gerente do Estudo Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do qual foram extraídos os resultados.

Em sua opinião, a maior concentração de renda está relacionada com a crise no mercado de trabalho, que atualmente registra uma taxa de desemprego de 11,8 %, o equivalente a 12,6 milhões de pessoas.

Neste sentido, os mais afetados foram os trabalhadores que tinham menos formação.

Este fenômeno evidencia os efeitos ainda visíveis da grave recessão que viveu no Brasil entre 2015 e 2016, quando o produto interno bruto (PIB) caiu de cerca de sete pontos percentuais.

Nos dois últimos anos, o gigante sul-americano foi ensaiado uma lenta e gradual recuperação econômica com crescimento de apenas 1% em 2017 e 2018.

Para este ano, tanto os economistas como o Governo espera um crescimento do PIB abaixo de 1 %.

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Aumento da desigualdade volta a crescer no governo Jair Bolsonaro

O Governo de Jair Bolsonaro, no poder desde o passado dia 1 de janeiro, confia na aprovação de ambiciosas reformas de corte liberal, como do sistema de pensões e outra tributária, para reequilibrar as contas públicas e promover, definitivamente, o crescimento do país.Este fenômeno evidencia os efeitos ainda visíveis da grave recessão que viveu no Brasil entre 2015 e 2016, quando o Produto Interno Bruto (PIB) caiu de cerca de sete pontos percentuais.

Nos dois últimos anos, o gigante sul-americano sofreu uma lenta e gradual recuperação econômica com crescimento de apenas 1% em 2017 e 2018. Para este ano, tanto os economistas como o Governo espera um crescimento do PIB abaixo de 1%.

O Governo de Jair Bolsonaro, no poder desde o passado dia 1 de janeiro, confia na aprovação de ambiciosas reformas de corte liberal, como do sistema de pensões e outra tributária, para reequilibrar as contas públicas e promover, definitivamente, o crescimento do país.Entretanto, não foi isso o que aconteceu até agora e a economia que já estava com níveis recordes de desigualdade em 2019 promete fechar o ano de 2020 com índices tão dramáticos quanto.

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